• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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Procurando deixar nossos leitores a par dos acontecimentos manifestatórios que ora ocorrem no Brasil, trazemos agora a opinião de um grande historiador brasileiro,  José Murilo de Carvalho. Leiam e tirem vossas conclusões. 

José Murilo de Carvalho: povo brasileiro despertou da letargia


José Murilo de Carvalho. Foto: Divulgação/Companhia das Letras
José Murilo de Carvalho.
Foto: Divulgação/Companhia das Letras
Para o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, o povo brasileiro despertou de uma letargia que durava desde o impeachment de Collor e, sobretudo, desde o início do governo do PT. Diante do levante, políticos e governo estão perplexos.
Ele deu entrevista ao blog da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos sobre as manifestações que estão ocorrendo pelo Brasil.
Quais as principais diferenças entre os protestos de agora e os de décadas atrás?
Em relação às diretas e impeachment, imprevisibilidade e multiplicidade de motivos.

Um “movimento” difuso, descentralizado, caracterizado por múltiplas causas e com diferentes formas de manifestação (pacífica X violenta) pode ser considerado um movimento ou está mais perto de uma catarse social?
Se quisermos precisão conceitual, seria uma manifestação popular, ou da classe média imprensada entre os grandes favorecidos da políticas econômica e social, os MUITO ricos e os MUITOS pobres.

Como o senhor avalia as reações dos governantes e das lideranças partidárias à emergência inesperada deste movimento, especialmente aqueles ligados ao PT que foi, no passado, vanguarda de muitas manifestações populares de rua?
Todos perplexos, como o resto do país. Governo e petistas constrangidos e desorientados, como seus acólitos, CUT, UNE etc. Presidente, orientada pelo marqueteiro, oportunista. Prefeitos e governadores acuados. Políticos em geral, com orelhas quentes, esperando a onda passar. Oposição em silêncio prudente e medroso.

É possível dimensionar a importância deste momento/movimento para a história do Brasil? O que deve mudar daqui para frente?
Pergunta para profeta. Qualquer avaliação agora será temerária.

O senhor acredita que o povo brasileiro esteja despertando para a cidadania? 
Despertou de uma letargia que durava desde o impeachment de Collor e, sobretudo, desde o início do governo do PT.

O que espera dos protestos?
Resultados imediatos, só a revogação dos aumentos das passagens, mas já com ameaça de cortes não sabe onde  (certamente não nas gorduras, isto é,  mordomias, publicidade, excesso de cargos comissionados, altos salários), e talvez a derrota da PEC 37, a tal da impunidade. A queda de prestígio da presidente pode levá-la, com olho na eleição, a rever sua  política econômica para maior controle da inflação. O desprestígio de partidos e políticos em geral (e agora também de organizações operárias e estudantis) continuará a ser combustível para próximas explosões
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