• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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REPORTAGEM DO DN SOBRE PORTOS DO CEARÁ RESSALTA O PORTO DE CAMOCIM E LIVRO DO BLOGUEIRO

Abaixo, trechos da reportagem acima referida que foi publicada no dia 27/06/2010, domingo no Caderno Regional. A grande novidade da matéria foi a foto acima, mostrando nossa Camocim literalmente à beira mar.



"Antes do Mucuripe, era por meio dos portos do Aracati e Camocim que a riqueza do Ceará era transportada

Fortaleza Abrigo de ondas e correntes marinhas, o porto tem sido, ao longo dos séculos, a porta de entrada e saída de mercadorias, promovendo o desenvolvimento não só das cidades portuárias, como também das que serviam de entrepostos para o transporte da produção. No Ceará, do século XVIII até meados do século XX, Aracati e Camocim abrigavam os principais escoadouros da produção cearense. O declínio desses portos ocorreu com a centralização da atividade no Porto do Mucuripe, estabelecendo a primazia exportadora de Fortaleza.

Antes disso, porém, era nos portos do Aracati e Camocim que se embarcavam os produtos da terra (carne de charque, algodão, cera de carnaúba e café) e por onde chegavam os demais víveres e os artigos de luxo dos barões e grandes comerciantes da época. A elite interiorana dotava cidades como Aracati, Camocim, Acaraú, Icó, Granja e Sobral de teatros, clubes e casarios opulentos, onde as famílias adotavam, em pleno sertão, o vestuário, a porcelana, a mobília e os modos da Europa.


Camocim foi a primeira cidade do Interior a ter um comitê do PCB, por conta da forte militância proletária na cidade

Fortaleza Na primeira metade do século XX, Camocim era conhecida pela alcunha de Cidade Vermelha. A formação de uma forte e organizada força proletária para trabalhar tanto no Porto de Camocim quanto na linha férrea que ligava a cidade à Sobral fez com que Camocim fosse o primeiro município do Interior cearense a possuir um comitê do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1927.

A militância comunista dos portuários e ferroviários de Camocim, além de seus movimentos de luta, festa e reivindicação, foram tema do livro "Cidade Vermelha: A Militância Comunista nos Espaços do Trabalho", do historiador camocinense Carlos Augusto Pereira dos Santos. "Os portos brasileiros eram importantes redutos de militância comunista e anarquista. Nessa época, os trabalhadores já contavam com vários sindicatos e associações em Camocim, além das organizações de caráter religioso, filantrópico e recreativo", aponta.

Um exemplo da força dessa militância foi o movimento contrário à retirada das oficinas de trens e transferência de funcionários de Camocim, em 1950.

Diante da pressão para desativar a Estrada de Ferro de Sobral, a população e os operários da ferrovia obstruíram cerca de 600 metros do leito da ferrovia, impedindo a entrada e saída dos trens. Em apoio aos ferroviários, os trabalhadores do Porto de Camocim cruzaram os braços durante 100 dias. Foi preciso a intervenção do então governador, Faustino de Albuquerque, e do Ministério da Viação para que o movimento cessasse. "Com o tempo, no entanto, a desativação foi inevitável".

A partir de entrevistas e pesquisas de documentação, o historiador descobriu, por exemplo, a forte militância de Pedro Teixeira de Oliveira, mais conhecido como Pedro Rufino, comunista e um dos principais líderes dos movimentos de reivindicação. Em 1947, ele chegou a ser eleito vereador pelo Partido Republicano, já que o PCB estava na clandestinidade.

"Junto com outros companheiros, Pedro Rufino fazia uma intensa mobilização na cidade. Chegaram mesmo a editar um jornal na cidade, chamado ´O Operário´", aponta o historiador, que hoje é professor na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). O movimento, é claro, era mal visto pelos patrões, que procuravam denegrir essas associações. "Havia também um forte apoio da Diocese de Sobral para combater o movimento operário na região, que por conta da ligação com a esquerda dizia-se que era coisa do Demônio". (KV)

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5 Responses

  1. Este livro é ótimo eu li há um tempo atrás mal sabia que o autor mais tarde seria meu frofessor.

  2. Onde encontrar esse livro meu caro e nobre amigo professor??

  3. Boa noite professor, meu nome é João Berkson e sou militante do Coletivo Juntos!, em janeiro o meu coletivo estará realizando em muitos estados do Brasil acampadas de verão no intuito de promover formação politica para a juventude. Gsotaria de saber da sua disponibilidade de mediar um debate na acampada aqui do Ceará que provavelmente será em Camocim. Aguardo retorno.
    E-mail: berksonjuntos@gmail.com
    Telefone: (88)92170390

  4. Caro João, teria o maior prazer em participar do evento, proincipalmente se for em Camocim. Teria apenas que combinar data e horário, visto que tenho algumas atividades academicas em janeiro, principalmente na primeira semana.

  5. Professor muito nos honra fazer um convite para dia 21/03/2012 data essa que vamos comemorar os 90 anos do PCdoB na camara municipal de Camocim-CE. Aguardamos e agradecemos muito a confirmação de sua presença.

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