• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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Caros leitores do blog, o que relatamos abaixo é um verdadeiro crime contra a história do nosso pais. A publicação dessa notícia é um ALERTA, face a precariedade com os nossos acervos espalhados pelo país, assim como, para ficarmos atentos e denunciarmos ações dessa natureza. Vejamos a matéria que está mobilizando os histoiradores do Brasil inteiro no sentido de reparar e/ou diminuir os efeitos deste crime:

Descartados do acervo da Bibliotheca Pública Pelotense, livros centenários e páginas de jornais datados do século XIX deram início a uma corrida de garimpeiros de raridades na cidade do sul do Estado. Parte do material encaminhado para reciclagem foi parar em sebos do município. Dentro de dois caminhões, o material foi descartado na última semana, fruto de uma seleção realizada desde outubro na biblioteca, instituição de caráter privado, sem fins lucrativos, fundada em 1875 e com mais de 200 mil títulos.

Devido ao espaço limitado, de tempos em tempos a instituição faz um serviço chamado de “desbaste e descarte” do acervo. Separa materiais repetidos e em boas condições para doa3o se vende livro com carimbo da Bibliotheca, se iria fora. Se as pessoas estão lendo, também é reciclagem – complementa outro comerciante.

Presidente da biblioteca, Lisarb Crespo da Costa frisa que é proibido vender material que pertenceu ao acervo da casa, que

Presidente da biblioteca não descarta erro na seleção


Um dono de sebo seguiu o caminhão, questionou o reciclador sobre o valor do material e aumentou a oferta. Por R$ 4,5 mil, adquiriu 10 toneladas de livros e jornais. A metade foi descartada.Mil volumes foram distribuídos a outros sebos ou colocados na calçada e doados. Com carimbo da biblioteca, o restante vai sendo vendido. Obras em francês, alemão, espanhol e português, com quase dois séculos, exemplares do periódico "A Federação", com a chancela de Júlio de Castilhos, estão à venda.

– É um material que iria para o lixo. O certo seria doar, tem muita coisa podre, mas também tem coisa boa que iria fora – diz o comerciante, que não quer se identificar.

– Não adianta dizer que não se vende livro com carimbo da Bibliotheca, se iria fora. Se as pessoas estão lendo, também é reciclagem – complementa outro comerciante.

Presidente da biblioteca, Lisarb Crespo da Costa frisa que é proibido vender material que pertenceu ao acervo da casa, que aumentou em uma década seu critério para preservação de obras raras. São 15 mil títulos publicados até 1940.

– Entreguei os livros à reciclagem. Os que apodreceram, sem uso, são reciclados. Dentro de uma seleção com tantos volumes, é possível que ocorram erros. Se material valioso foi encontrado, peço que as pessoas procurem a biblioteca e nos apresentem para que possamos rever a situação.

Por Bianca Zanella

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