• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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Recebo convite para o lançamento do livro Sociabilidade e Cultura das Elites Sobralenses (1880-1930), da socióloga Elza Marinho Lustosa da Costa, na Biblioteca Municpal Lustosa da Costa, dia 02 de agosto às 19:30h. Repasso o convite para todos os interessados. Segue texto de apresentação e divulgação da obra emitida pela autora:

Série Panorama Nacional da coleção NOSSA CULTURA da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

Data: 02 de agosto (terça-feira)
Horário: 19h30m
Local: Biblioteca Municipal de Sobral – Lustosa da Costa


Sobre a Obra: Sociabilidade e Cultura das Elites Sobralenses (1880-1930), obra da socióloga e historiadora sobralense Elza Marinho Lustosa da Costa, a partir de sua tese de doutorado em História Social defendida junto ao Programa de Pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em maio de 2002, para apresentação no Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), em 20 de julho de 2005, integra agora a série Panorama Nacional da coleção Nossa Cultura, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.
A pesquisa de Elza Marinho teve como eixo a análise da “cultura de elite” sobralense, concentrando-se, em especial, nos domínios político, religioso e da vida mundana, na tentativa de descobrir como ela pode tomar formas específicas na cidade e como foi apreendida por suas elites. O estudo cobre o período que vai de 1880 (em 1881 inaugurou-se a estrada de ferro Sobral - Camocim, símbolo do prestígio das classes políticas locais) a 1930 (em 1932 inaugurou-se a rodovia Sobral-Fortaleza, promovendo o início do declínio de Sobral).
Como fontes principais de estudo, as principais coleções de jornais de Sobral, além das atas das duas maiores confrarias religiosas: Santíssimo Sacramento e Vicentinos.
O livro, dividido em cinco capítulos, tem como referencial teórico o conceito de representações coletivas, estas formas de conhecimento socialmente elaboradas e partilhadas que contribuem para a construção de uma realidade comum a um grupo social. Reconstitui a história de Sobral desde as suas origens, fornece os elementos do quadro sociocultural da cidade, discute o povoamento da região onde Sobral se situa e analisa as condições de formação das famílias que compõem as elites sobralenses.
O trabalho também examina detidamente a Imprensa local, desvenda a natureza de suas atividades jornalísticas.
Na obra percebe-se o esforço da historiadora em reconhecer os canais de formação e desenvolvimento da “cultura de elite” e, nesse sentido, o estudo da educação constitui elemento fundamental, assim como o teatro, as práticas de leitura e outras produções culturais. A Imprensa, conforme já assinalado, constituiu ainda outra manifestação útil para definir a identidade das camadas mais elevadas da hierarquia social de Sobral.
Obviamente, para construir toda essa análise, Elza Marinho buscou Sobral desde seu início e retratou a pecuária e a ação da igreja como fatores determinantes do surgimento e consolidação dos primeiros núcleos urbanos; fatos históricos como a elevação da antiga Vila de Caiçara à cidade de Sobral; o domínio de Sobral no comércio regional e diante das cidades de entorno; a formação da “cultura de elite” sobralense (inicialmente composta por proprietários rurais e membros da Igreja) e dos novos hábitos, atitudes e comportamentos emergentes e de autopromoção na virada do século XIX para o XX; as noções positivas que as elites tinham da cidade e delas mesmas no papel da classe protagonista desse processo; os mitos criados, a representação do mundo e a consolidação da cultura de elite de Sobral.
Elza Marinho Lustosa lembra, porém, que o livro não pretende ser mais uma apologia das glórias do passado sobralense. É, antes de tudo, uma visão realista, crítica e emancipadora da história local. É uma tentativa de compreender os movimentos contraditórios que contribuíram para o apogeu e a decadência de uma praça-forte. É uma leitura de um processo de transformação que foi da glorificação à consciência, construída a partir do trabalho continuado e persistente de muitos historiadores.
Enfim, um livro que certamente contribui na construção de nossa historiografia e na compreensão da formação de nosso povo cearense.

Sobre a Autora: Elza Marinho Lustosa da Costa nasceu em Sobral. É formada em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará/UFC (1978), com especialização em História (UnB, 1992), mestrado em Histoire et civilisations (École des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris), doutorado em História Social (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro ) e atuou como professora de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Atualmente, reside no Rio de Janeiro e é professora do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro/Universidade Cândido Mendes

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