• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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Repassando cara do colega Aldrin Castellucci sobre as condições em que se encontra o APEB - Arquivo Público do Estado da Bahia. Enquanto isso, dorme em algum lugar nosso projeto, do Curso de História da UVA e de outros amigos que participam do Grupo de Estudo sobre o Arquivo Público de Sobral. Leia na íntegra a carta abaixo:


Arquivo Público da Bahia. Foto: dimitriganzelevitch.bl...
 
À Diretoria da Associação Nacional de História – ANPUH-Seção Bahia
C/C: Presidente da Associação Nacional de História – ANPUH-Brasil
 
Caros colegas,
 
Há três anos, acompanho, com estarrecimento, o total e absoluto descaso com o qual o Governo do Estado da Bahia vem tratando os graves problemas pelos quais está passando o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). Como é sabido por todos os pesquisados da área de História que moram nesta terra ou que a visitam a trabalho, o APEB está há três anos com suas instalações elétricas em curto, infiltrações em várias de suas dependências e seríssimos problemas de humidade, que estão deteriorando, a passos acelerados, o importantíssimo acervo sob a guarda daquela instituição. A antiga sala de pesquisa, mais ampla e com capacidade de receber um número maior de pesquisadores, teve que ser fechada por falta de condições de uso. Não havia mais como ligar as luzes ou o sistema de ar condicionado. Agora, quem quiser, pode tentar uma mesa no minúsculo cômodo para o qual os oficiais da história são encaminhados para consultar seus documentos. É comum que alguns colegas fiquem do lado de fora à espera que alguém saia para ocupar uma das poucas mesas disponíveis no cubículo inóspito.
Por outro lado, o Governo do Estado da Bahia despendeu e continua a despender milhões de reais na montagem de infraestrutura e com o pagamento de cachês vultosos aos integrantes das bandas de pagode e de axé, antigos bajuladores do carlismo que agora declaram amor a Jaques Wagner, ou melhor, ao cobre guardado no Tesouro da Bahia. Dentro da mesma lógica, professores da educação básica estadual que reivindicaram melhorias em seus salários e em suas condições de trabalho foram tratados com truculência, cortes de salários, demissões e toda sorte de perseguições. Nas universidades estaduais baianas a situação ainda é de orçamento tão apertado quanto no triste tempo do carlismo, mas agora há um fato novo: o Governo não apenas manteve o arrocho salarial contra os docentes e o arrocho orçamentário contra as instituições estaduais de ensino superior da Bahia, como ampliou a intervenção na gestão de seus parcos recursos, numa clara violação do princípio constitucional que assegura autonomia à instituição universitária, previsto tanto na Constituição Estadual quanto na Federal.
O conjunto desses absurdos demonstra que nada mudará se as entidades de defesa da educação, da cultura e dos educadores não fizerem um enfrentamento contra esse Governo. No caso específico do APEB, reivindico que a ANPUH tome as providências cabíveis, inclusive no âmbito legal, com vistas a forçar o Governo a realizar as obras necessárias naquela instituição. Sugiro que o Ministério Público seja acionado e instado a cobrar do Governo a realizar, imediatamente, as reformas urgentes que o APEB necessita. Além disso, seria de bom alvitre que outras entidades profissionais pertinentes fossem contatadas e instadas a cerrar fileiras em torno de uma pauta comum.
 
Colegas, ou lutamos ou não apenas o APEB ficará nas trevas!
 
Aldrin Castellucci
Professor Adjunto de História do Brasil
Universidade do Estado da Bahia – UNEB
Matrícula 74.417470-9

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