• Prof. Carlos Augusto Pereira dos Santos Possui Graduação em ESTUDOS SOCIAIS pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (1990), Mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2000) e Doutorado em História Do Norte e Nordeste do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2008). Atualmente é Professor da UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAU - UVA. Leciona as disciplinas de Historiografia Brasileira e História do Brasil I e II. É tutor do Programa de Educação Tutorial - PET HISTÓRIA/UVA. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: militancia comunista, ditadura, cotidiano, cultura e trabalhadores urbanos. conheça o grupo de pesquisa Cidade, Trabalho e Poder. Clique Aqui
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O historiador autêntico deve ter força para transformar numa verdade nova o que é conhecido de todos, e para exprimir com tanta simplicidade e profundidade, que a profundidade faça esquecer a simplicidade, e a simplicidade faça esquecer a profundidade. (NIETZSCHE, F. Considerações Intempestivas. Tradução de Lemos de Azevedo. Lisboa: Presença, 1976).

Numa iniciativa do Senador da República Cristovam Buarque, foi criado o “DIA DO HISTORIADOR”. Na verdade a data inicial seria 12 de setembro, mas, por propositura do Senador Augusto Botelho (PT-RR), a data aprovada foi alterada para 19 de agosto, para homenagear o pernambucano Joaquim Nabuco. A historiografia eleva o homenageado como um dos ícones do abolicionismo no contexto imperial, por suas obras e atuação na questão, alem de destacar sua trajetória na política, diplomacia, magistratura, jornalismo e literatura, sendo um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e, claro, eminente historiador.

Neste bojo comemorativo, a data em Sobral reveste-se de grande significância, não somente por ser berço de grandes historiadores do porte de um Cônego Sadoc, de um Padre Lira, só para estes, mas, por outra data que se aproxima: o Jubileu de Ouro do Curso de História da UVA que nasceu junto com a ideia de universidade em Sobral. Durante estes 50 anos, o Curso de História da UVA vem formando professores e pesquisadores que sem dúvida estão transformando o ensino e a pesquisa na região.

Mas, o que é ser um historiador? Recorrendo ao dito popular de que “um povo sem história é um povo sem memória”, com todas as implicações advindas dessa máxima, avalia-se a importância do historiador e seu ofício. Neste sentido, esse profissional é aquele que lida com a produção de sentidos, do registro dos fatos, das análises conjunturais, baseando-se nas fontes disponíveis de um passado longínquo ou de um tempo presente.

Desta forma, mais do que um dia para se comemorar é preciso que se atente para algumas questões que afetam a categoria como a regulamentação da profissão ora em tramitação no Congresso Nacional. Isso desemboca na atual configuração do exercício do magistério nas redes pública e privada de ensino, onde o número de professores não formados e atuando na área ainda é muito grande. Próximo de nós é urgente a efetivação de concurso público para professores do Curso de História da UVA, face às demandas ora existentes de meio século de vida. Estamos funcionando no limite!

Por outro lado, as datas; Dia do Historiador e os 50 anos do Curso de História da UVA em 2011 devem suscitar a discussão de antigos projetos para a cidade de Sobral relacionados com a profissão de historiador, como a implantação do Arquivo Público Municipal, vez por outra pedido pela insistência da pena de Lustosa da Costa no Diário do Nordeste. Tal empreendimento serviria não apenas para guardar e preservar uma documentação afeita às figuras destacadas pelo nobre jornalista como “do senador Paula de José Saboya, do padre Palhano, do Chico Monte, do padre Sabino e de tantas figuras históricas da Princesa do Norte”, mas também, a documentação burocrática ou não relativa ao cotidiano das pessoas comuns.

Parabéns a todos os militantes da história. E lembrar que o historiador é aquele que tem a missão de lembrar quando todos esquecem.

Carlos Augusto P. dos Santos

Professor do Curso de História da UVA.

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